A nova onda de empresas Norte-Americanas é a do Bring you own device que entendi como sendo “Traga seu próprio dispositivo para o trabalho”. Na discussão apresentada e casos discutidos os empregados utilizam seus dispositvos eletronicos pessoais no ambiente profissional para trabalhar.
A matéria publicada no Network World na semana passada, exemplifica o processo com a empresa de Chicago Holly Hunt que começou a aderir de forma positiva este novo fenomeno. Neil Goodrich diretor administrativo da empresa explica que a ideia veio para tornar disso um beneficio para seus empregados e inclui tablets, telefone móvel, entre outros.
A empresa requer que os empregados que optarem por utlizar seus dispositivos pessoais assinem um termo com permissão para a empresa acessar o dispositivo atraveés de um software denominado Box Tone.
Pelos dados da matéria, muitos empregados estão devolvendo seus blackberries corporativos, pois, a Holly Hunter oferece uma pequena remuneração para aqueles que optarem por utilizar seus dispostivos pessoais que varia entre $60 e $75 por mes. Isso fez com que a empresa tivesse uma redução de 5% dos custos de celulares.
Além da empresa Holly Hunter uma pesquisa feita pela Ponemon Institute mostra que outras empresas também estão aderindo a este procedimento. A pesquisa foi feita com 688 gerentes de segurança da imformação, onde 17% responderam que mais de 75% dos empreados de sua empresa utilizam seus dispositivos pessoais no ambiente de trabalho e 20 % reponderam que de da metade utilizam.
O analista Andrew Borg, manda um alerta a todas as empresas que estão implementando essa opção. Ele nao instiga empresas a deixarem livre a opção de qual smartfone os empregados devem utlizar. Deve existir um certo padrão de sistema operacional assim reduz o tempo de manuntenção e vira um negocio mais barato.
Borg, acrecenta que ainda devem acontecer muita mudança no que se refere a segurança preços e manuntenção. O grande problema é como a pessoa vai conseguir separar em seu dispositivo arquivos pessoais de profissionais. Existem alguns aplicativos sendo criados para assegurar a seguranças de certos arquivos e de outros aplicativos.
Muito interessante a matéria e o fato de tal mudança de conduta corporativa, no entanto eu entendo como ameaçadora e de alto risco.
Embora o conteúdo acima seja um resumo/tradução livre, feito por nós, não notei em nenhum momento a preocupação com as questões legais.
O que você leitor, acha que aconteceria se as empresas brasileiras adotassem essa medida?
O assunto é bem delicado, mas acho que no Brasil seria o “caos”, pelo menos se não o fizer com “os pés no chão” e tomar todas as medidas de prevenção possíveis. Imagine inspecionar um equipamento que esteja cheio de fotos pessoais, principalmente intimas.
É preciso regras, mesmo que para uso de equipamento particular no ambiente corporativo, mas se elas não forem muito bem alinhadas pode virar contra o próprio empregador.
Juridicamente as empresas iriam se deparar com problemas em relação à privacidade.
Existem aqueles que defendem que basta que o colaborador assine um termo que autorize a inspeção física e o monitoramento, mesmo que de sua máquina e existem aqueles que defendem a questão da privacidade acima de tudo, neste sentido existe o risco do magistrado entender que houve imposição da empresa.
E não para por aí. Imagine que o colaborador use software pirata em seu dispositivo pessoal. A empresa sabia ou não sabia? Foi conivente ou apenas negligenciou, era possível evitar o incidente? E se o dispositivo for danificado dentro da empresa ou no trajeto de uma visita externa? Entre outros…..
Enfim, o assunto é muito mais do que delicado e o custo benefício deve ser meticulosamente levantado, pois no meu entender o risco jurídico existe em alto nível, principalmente no Brasil, vez que muitas pessoas tem grande dificuldade em separar a vida profissional d vida pessoal.
Portanto, a empresa brasileira que resolver se espelhar neste modelo americano, deve se precaver, eu aconselharia um levantamento de grau de risco jurídico e em cima do risco qual seria o custo benefício, caso esse risco venha a se materializar. Tudo depende de alguns detalhes, hoje algumas empresas permitem o uso de dispositivos pessoais, mas não é regra e não costuma ser permitido para a maioria dos colaboradores, pelo menos nos casos que conheço.
